Mostrar mensagens com a etiqueta Psicologia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Psicologia. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Todos Pensam de Forma Diferente, e Muitas Vezes Efémera, por Goethe

"Cada indivíduo vê o mundo - e o que este tem de acabado, de regular, de complexo e de perfeito - como se se tratasse apenas de um elemento da Natureza a partir do qual tivesse que constituir um outro mundo, particular, adaptado às suas necessidades. Os homens mais capazes tomam-no sem hesitações e procuram na medida do possível comportar-se de acordo com ele. Há outros que não se conseguem decidir e que ficam parados a olhar para ele. E há ainda os que chegam ao ponto de duvidar da existência do mundo. Se alguém se sentisse tocado por esta verdade fundamental, nunca mais entraria em disputas e passaria a considerar, quer as representações que os outros possam fazer das coisas, quer a sua, como meros fenómenos.


Porque de facto verificamos quase todos os dias que aquilo que um indivíduo consegue pensar com toda a facilidade pode ser impossível de pensar para um outro. E não apenas em relação a questões que tivessem uma qualquer influência no bem estar ou no sofrimento das pessoas, mas também a propósito de assuntos que nos são totalmente indiferentes. "

Johann Wolfgang von Goethe, in 'Máximas e Reflexões'

Fonte: BioTerra

terça-feira, 20 de junho de 2017

Há três palavras portuguesas que não se conseguem traduzir

Um novo estudo decidiu tentar traduzir as palavras sem tradução e expõe as palavras que, em todo o mundo, não têm interpretação literal. Três dessas palavras são portuguesas - saiba quais são.

Um novo estudo decidiu tentar traduzir as palavras sem tradução – as palavras que, em todo o mundo, não têm tradução literal em mais nenhuma língua. Três são portuguesas e constam na lista. A mais óbvia é saudade, mas existem mais duas.
O estudo foi elaborado por Tim Lomas, da Universidade de Londres, e conta já com um projeto pessoal, o Positive Lexicography Project. O objetivo é tornar familiar aquelas palavras que só são entendidas num certo país e que não têm tradução literal em nenhuma outra língua, mas que transmitem um sentimento específico que, segundo conta a BBC, é negligenciado pelas outras línguas.

Saudade
Esta palavra é, há muito, catalogada como sendo ‘só portuguesa’. Segundo a tradução feita, esta palavra significa um desejo melancólico ou nostálgico por uma pessoa, lugar ou coisas, que estão longe, quer no espaço, quer no tempo. Uma vaga de nostalgia que sonha, por vezes, com fenómenos que podem mesmo nem existir. Assim é a explicação da saudade, para Lomas. Para ilustrar a palavra ‘saudade’, o artigo da BBC fala da fadista Cristina Branco e das suas músicas com o tema do que é sentir-se saudoso a ponto de se morrer de saudade. Tal como tantos outros artistas o fazem.


Desbundar

A expressão é explicada, segundo a BBC, como sendo a forma de perder as inibições e, simplesmente, entrar em modo de diversão.

Desenrascanço
Toda a gente sabe o que é ‘desenrascar-se’ de algo. Pois bem, segundo conta a BBC, é o ato de se desembaraçar engenhosamente de uma situação problemática. Falta é a expressão exata para traduzir.

Além das palavras portuguesas, existem várias outras. Por acaso já se sentiu um pouco mbuki-mvuki? Ou talvez já tenha sentido um pouco kilig, ou até mesmo uitwaaien. O que lhe parece? Confuso? Pois bem, veja alguns exemplos de palavras (e sentimentos) que provavelmente nem sabia que existiam:

Mbuki-mvuki – Esta palavra é do dialeto africano Bantu e significa algo como ter uma vontade irresistível de tirar a roupa enquanto se dança.

Kilig – Termo filipino e tem um significado bastante específico: a sensação nervosa e vibrante que sentimos quando vamos conversar com alguém que gostamos.

Uitwaaien – Esta palavra faz juz ao efeito revitalizante de fazer uma caminhada ao vento e é holandesa.

Shinrin-yoku – Esta palavra é japonesa e significa algo como a sensação relaxante que se tem através de um banho na floresta (literalmente ou de forma figurativa).

Yuan bei – Palavra chinesa que simboliza um sentido de realização completa e perfeita.

Sehnsucht – Palavra alemã que, se traduzirmos de forma literal, fica algo como “desejos de vida”, ou seja, é uma espécie de desejo intenso por estados de espírito alternativos e de realizações pessoais, mesmo que sejam inalcançáveis.

Para descobrir mais exemplos de palavras cheias de significado em mais línguas, mas quase impossíveis de traduzir, visite o estudo aqui.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

As férias chegaram. O que fazer com as crianças ?

 
As férias iniciaram e logo vem a preocupação dos pais: O que fazer com as crianças?

Para quem não vai viajar, para os pais que estarão trabalhando normalmente, existem as colónia de férias. Alertamos apenas, para o fato de que o mais importante para este período é fugir da rotina escolar, brincar livremente e descansar. Sugerimos então, que não coloquem as crianças em colónias cujo objetivo seja “reforço”. Os pequenos precisam brincar e fantasiar, e para estes meses de descanso, o ato de brincar irá favorecer o processo de aprendizagem quando regressar à escola.

A brincadeira ajuda a desenvolver a noção espacial e corporal, a capacidade de solucionar problemas, a criatividade, a imaginação, a autonomia, entre tantas outras habilidades essenciais para o desenvolvimento cognitivo, e o consequente processo de aprendizagem.

O período de férias serve como uma “digestão cerebral”. Assim como os adultos, as crianças também precisam de um tempo para relaxar e processar as informações novas, para elas muitas vezes difíceis. O cérebro da criança vai consolidando todo o conhecimento adquirido durante os seis primeiros meses de aula, além de receber o merecido descanso. Elas precisam disso!

Os jogos eletrónicos e a TV podem entrar no “calendário de férias” como parte da programação, mas sugerimos que tenham um tempo limitado (o ideal, segundo a OMS, são duas horas por dia).

Além das programações como colônias de férias, cinema, praia, teatro e exposições, os pais podem criar junto com seus filhos um calendário com algumas atividades simples e divertidas para fazerem em casa. Atividades que não fazem parte da rotina da casa e das crianças, por mais simples que pareçam, se tornam inesquecíveis para elas. Seguem algumas sugestões, que podem ser adaptadas de acordo com a idade:

• Fazer arte com comidas cruas: criar um cartaz ou um quadro com grãos, diferentes tipos de macarrão, tinta, etc…
• Chamar um amigo para uma sessão de cinema em casa, com direito a quarto escuro, e pipoca.
• Construir um castelo, monstros ou carros com sucatas (potes de iogurte, rolo de papel higiénico, tinta, cola, palito de gelado, etc.) para brincarem junto com os pais à noite ou quando chegarem do trabalho.
• Iniciar uma guerra de travesseiros com seus filhos, ou outra coisa que bagunce a casa e que vocês não fazem normalmente.
• Dormir um dia na sala, numa cabana montada por vocês.
• Pedir que durante o dia criem uma revista ou história em quadradrinhos para lerem juntos à noite. Não determinem o tema, deixem que façam o que quiserem.
• Dia de Chef de cozinha: peça para que faça com cartolina um chapéu de cozinheiro (ou façam juntos) para que naquele dia ele cozinhe biscoitos 1, 2, 3 para comerem juntos, na sobremesa do almoço ou do jantar.
• Fazer fantoches com meias, e criar uma história para contar à mãe e ao pai.
• Criar um jogo de memória com papelão, caixa de sapatos… para jogarem juntos depois.
• Desmanche um velho equipamento eletrónico
• Sabe aquele computador velho que tem mais uso? Ou aquela máquina fotográfica? Ou uma fita cassete que você ainda tem? Que tal deixar a curiosidade dos mais velhos correr solta e oferecer para que as crianças desmanchem e vejam como eles funcionavam e como são seus componentes?
• Transforme sua casa em um GP! Com papéis ou caixas de papelão monte uma pista de corrida para os carrinhos das crianças. Vale pensar e estruturar curvas, despenhadeiros e até loopings.
• Que tal o dia de cuidar dos brinquedos? Além de deixa-los mais limpos, a brincadeira ajuda a criar um senso de responsabilidade pelos objetos.
• No momento de escolha dos brinquedos que “tomarão banho” poderão, juntos, separar os “excessos”, ou brinquedos que não usam mais para uma doação. Juntos, vocês podem ir à uma igreja, um orfanato ou creche para deixarem os brinquedos.
• Faça uma árvore genealógica: Rever as origens é ótimo para reviver sua história. Faça uma árvore genealógica com nomes, fotos, figuras, desenhos.
• Transformar a casa em uma grande gincana, que pode começar com uma teia de aranha gigante no corredor, feita com fita crepe colada de um lado a outro da parede. A brincadeira pode continuar com obstáculos de almofada, ponte onde eles só podem pisar numa linha reta, etc.

Desejamos ótimas férias e muita diversão para os nossos pequenos!
Fonte: Escola Vila Aprendiz (adaptado)

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Vêm aí os exames: Dicas para estudar melhor, segundo a ciência

Com a época de exames à porta, reunimos 17 recomendações de cientistas para um estudo com melhores resultados.
Fonte: Visão, 27/05/17
A época de exames é a pior altura do ano para qualquer estudante. São noites sem dormir, refeições fora de horas e uma sensação horrível de tanto estudar e nada saber. Para prevenir que chegue a este desespero, reunimos 17 dicas aprovadas por cientistas para fazer o seu estudo render. Confira:

Aprenda a mesma coisa de maneiras diferentes

Em 2008, um estudo provou que diversos meios estimulam diferentes partes do cérebro. É mais provável que entenda e interiorize a informação se tiver mais partes do cérebro ativas. Por isso utilize diferentes meios para estudar, hoje leia as suas notas, no outro dia leia o manual, no outro veja apontamentos online, por aí fora.

Estude várias disciplinas no mesmo dia

É mais eficiente estudar diferentes matérias num dia, do que atirar-se de cabeça a apenas uma ou duas. Porquê? Porque, segundo Doug Rohrer, é provável que confunda informação semelhante se estudar muito da mesma disciplina num dia.

Reveja a informação periodicamente

Um estudo de 2008 prova que rever a informação periodicamente é essencial se quiser mover a informação da sua memória a curto prazo para a sua memória a longo prazo. Rever informação também impede que acumule matéria.

Sente-se nos lugares da frente da sala de aula

Estudos mostram que os estudantes que se sentam nos lugares da frente têm tendência a ter melhores notas. Ao escolher estes lugares, vai conseguir ver e ouvir os professores melhor, o que melhorará a sua concentração.

Não faça muitas coisas ao mesmo tempo

Os estudos não enganam: fazer muitas coisas ao mesmo tempo tornam-no menos produtivo e mais distraído. Bons estudantes focam-se numa só coisa ao mesmo tempo. Por isso não tente estudar enquanto vê televisão, responde a mensagens e verifica o que se passa nas redes sociais.

Simplifique e resuma

Está provado que utilizar técnicas mnemónicas aumenta a capacidade de aprender. Por exemplo, se tem que saber uma longa lista de conteúdos, decore as iniciais e construa frases do seu dia-a-dia que o poderão ajudar a assimilar a matéria. Faça também resumos, diagramas e mapas mentais. Estas técnicas permitirão que aprenda a informação muito mais depressa.

Tome notas à mão

Um estudo conduzido por dois professores, um da Universidade de Princeton e outro da Universidade de Los Angeles, prova que utilizar o computador para tomar notas não só aumenta as hipóteses de se distrair, como também torna a aprendizagem muito menos eficaz, mesmo que o utilize só para este fim. Estudantes que tomam notas à mão, processam e reformulam a informação enquanto os estudantes que utilizam o computador escrevem palavra a palavra o que os professores dizem, sem processaram a informação antes.

Anote as suas preocupações

Numa experiência, investigadores da Universidade de Chicago descobriram que estudantes que escrevem os seus pensamentos sobre um exame durante 10 minutos, têm melhores notas do que estudantes que não o fazem. A psicóloga Kitty Klein também provou que exprimir as preocupações do exame, aumenta a memória e a capacidade de aprender.
Para estar menos ansioso em relação a um exame, tire 10 minutos e escreva tudo o que o preocupa sobre a avaliação. Um simples exercício que o ajudará a melhorar as suas notas.

Teste-se a si mesmo periodicamente

Décadas de estudos provaram que testar-se a si mesmo é essencial se quiser aumentar a sua performance académica.
Num estudo, o psicólogo Keith Lyle ensinou o mesmo curso de estatística a dois grupos de estudantes. No primeiro grupo, Lyle pediu aos alunos para completar um teste de 4 a 6 perguntas no fim de cada aula. O teste era baseado na matéria dada em aula. No segundo grupo, o psicólogo não deu nenhum teste aos estudantes. No fim do curso, Lyle descobriu que o primeiro grupo teve melhores notas que o segundo grupo no fim dos exames.

Faça uma ligação entre o que aprendeu com o que já sabe

Os cientistas Henry Roediger III e Mark A. McDaniel explicam que quanto mais associar novos conceitos a conceitos que já conhece e entende, mais facilmente aprende a nova informação. Pode custar um pouco fazer essa conexão, mas o investimento vale a pena.

Leia a informação em voz alta

Estudos mostram que ler a informação em voz alta ajuda os alunos a aprender mais rápido do que se a lerem em voz baixa. Quando lê a informação em voz alta, consegue vê-la e escutá-la e quando a lê em voz baixa, só a consegue ver. Não é muito prático ler toda a informação em voz alta, por isso recomendamos que faça um resumo com as informações-chave.

Faça pausas

Fazer pausas regulares no estudo, melhora a produtividade e ajuda-o a concentrar-se.
Não é boa ideia trancar-se no quarto a estudar horas a fio. Faça pausas de 5 a 10 minutos por cada 40 minutos de estudo. Durante as pausas, tente não utilizar o seu telemóvel ou computador, uma vez que estes impedem o seu cérebro de relaxar totalmente.

Incentive-se a si mesmo

Antes de começar uma sessão de estudo, estabeleça uma recompensa por completar essa sessão. As recompensas podem ser algo simples como comer um chocolate ou tomar um longo banho. Ao fazê-lo irá estudar melhor e aprender mais depressa, mostra um estudo de 2006.

Coma frango e ovos

Uma equipa de investigadores da Universidade de Boston conduziu um estudo em 1400 adultos durante 10 anos e descobriram que os participantes que tinham uma dieta alta em colina, vitamina B, tinham uma melhor performance em testes. A colina é essencial para a formação de novas memórias, e está muito presente em ovos e galinhas.
Se for vegetariano, pode incluir a colina na sua dieta ingerindo os seguintes alimentos: Lentilhas; Sementes de girassol e abóbora; Amêndoas; Couve; Couve-flor; Brócolos

Beba pelo menos 8 copos de água por dia

Não beber a quantidade diária suficiente de água é prejudicial ao cérebro. Investigadores da University of East London descobriram que o poder que o cérebro tem de processar informação decresce quando está desidratado. Outros estudos provam que a desidratação faz com que a massa cinzenta do cérebro encolha. Beba no mínimo 8 copos de água por dia e traga sempre consigo uma garrafa de água. Durante um exame, beba água a cada 40 minutos.

Faça exercício

O exercício físico é bom para o corpo e para o cérebro.
Vários estudos mostram que exercitar melhora a memória e o funcionamento cerebral. Por isso, faça exercício pelo menos três vezes por semana durante 30 a 45 minutos. Estará mais saudável, e lembrar-se-á melhor da informação aprendida.

Durma

Este é o passo mais importante e o mais ignorado pelos estudantes. Estudos provam que se dormir o tempo suficiente, 8 horas diárias, estará mais concentrado, irá aprender mais depressa, e a sua memória melhorará. Também o ajudará a lidar com o stress com mais facilidade. Além disso, a especialista do sono Dan Taylor diz que aprender a matéria mais difícil antes de se deitar faz com que se lembre dela com mais facilidade no dia seguinte.
Não faça noitadas de estudo. Um estudo da psicóloga Pamela Thacher mostra que estudantes que passam noites a estudar têm resultados mais baixos e cometem mais erros por distracção.