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terça-feira, 31 de outubro de 2017

O atlas literário de Daniel Mordzinski, o "fotógrafo de escritores

Os escritores são como personagens para Daniel Mordzinski, 57 anos, 40 de fotografia. A exposição Objectivo Mordzinski, que fica até Dezembro na Casa da América Latina, em Lisboa, mostra 200 retratos. 
Como se conta uma história? Por exemplo, escolhendo não a contar e assumindo em vez do papel do contador de histórias a pele de leitor. “Seria pretensioso afirmar que elejo os escritores. O que confere muita liberdade ao meu trabalho é uma soma de casualidades, causalidades”, diz Daniel Mordzinski num castelhano acentuado pela intenção de prender quem o ouve. “Uma vez, em Paris, fui fotografar Paul Auster. Era um daqueles encontros em hotéis de cinco estrelas em que entra um jornalista a cada 20 minutos. Chegou a minha vez e fiquei subjugado por aquela personagem, aquela voz que falava um francês impecável; ele percebeu que não estava em frente de um fotógrafo, mas de um leitor, e, num momento um pouco incómodo, disse-me: ‘desculpe, a conversa está muito interessante, mas...’ e mostrou-me o relógio. Faltavam cinco minutos e continuámos a falar. Não fiz fotos.” Dois anos, depois voltaram a cruzar-se. Auster tinha esquecido todos os encontros daquele dia em Paris, mas lembrava-se do fotógrafo que não lhe fizera uma única fotografia. “Graças a essa não-foto da primeira vez pude fazer fotos únicas dele na cidade literária de Saint-Malo”, conta o fotógrafo argentino ao PÚBLICO no momento em que se prendem às paredes da Casa da América Latina, em Lisboa, as últimas imagens da exposição Objectivo Mordzinski, um verdadeiro atlas da intimidade, resultado de um trabalho de 40 anos e da sua relação com escritores de todo o mundo, sobretudo ibero-americanos.



Paul Auster não está entre os escolhidos no conjunto que Mordzinski trouxe para mostrar na capital portuguesa. São 200 retratos, dos quais 70 são de autores portugueses (Saramago, Agustina, Lobo Antunes, Eduardo Lourenço...). “O espaço é limitado e trouxe imagens que penso que fazem sentido aqui e que, entre elas, possam resultar numa narrativa harmoniosa. Demasiadas fotos matam as fotos”, justifica o fotógrafo, que construiu uma espécie de Rayuela – o jogo da macaca que deu título ao celebre romance de Julio Cortázar – onde se agrupam os portugueses. Na sala contígua está o que se pode chamar de coração da exposição, e o princípio de tudo. Uma figura masculina de rosto ao alto, ponto iluminado em fundo negro; o homem cego na foto a preto e branco é Jorge Luis Borges, e esta é a primeira fotografia de um escritor da vida de Mordzinski. Foi tirada em 1978, era ele estudante na Escola Panamericana de Arte e trabalhava como estagiário num filme sobre o escritor argentino. Confessou-lhe a sua admiração e ousou pedir-lhe para o fotografar. Entretanto instalava-se a ditadura militar na Argentina e Daniel Mordzinski mudava-se para Paris. Ainda não tinha 20 anos.

Alguém que leia 

A fotografia de Daniel Mordzinski tornou-se um dos mais célebres retratos de Jorge Luis Borges. Era a homenagem de um leitor, e seria sempre assim nas fotografias que se seguiram, com o fotógrafo argentino sempre à procura de captar qualquer coisa da essência de um escritor.
Objectivo Mordzinski é uma exposição antológica. No princípio houve Borges e depois é segui-lo. O olhar que agora percorre as paredes é o de Mordzinski sobre a sua própria obra. O que vê ele agora quando olha cada um daqueles retratos, sabendo dos detalhes apagados, editados, invisíveis, do caminho que levou a cada um deles? “Gosto que cada um chegue a uma história a partir da imagem que fiz.”
Em cada foto, há um nome e uma data. “Cheguei à fotografia por amor a literatura. Em criança gostava muito que me contassem histórias até que comecei a contá-las eu. Quando penso numa exposição ou num livro, quando faço uma foto, sugiro ao observador também uma história. Essa história às vezes tem uma leitura cronológica, como aqui.” A seguir a Borges, estão os primeiros retratos. Julio Cortázar, Álvaro Mutis, Francisco Coloane, Ernesto Sábato, Adolfo Bioy Casares, Juan José Saer, Eduardo Galeano, José Donoso, Guillermo Cabrera Infante, Mario Benedetti, Claribel Alegría, Camilo José Cela e... "O meu poeta preferido”, aponta Mordzinski, parando em frente a outro rosto de um homem, o olho direito dele fixo na objectiva, meio de perfil, enquadrado por um postigo numa porta de madeira. O resto da cara fica na sombra, numa nostalgia atenuada por uma árvore a insinuar sol naquela imagem a preto e branco como todas as anteriores. É Roberto Juarroz. “É um poeta total, é um poeta que me acompanha quando estou feliz, quando estou triste, quando estou apaixonado; é um poeta que sabe ver o que muitos não sabem traduzir, que me ensinou muito com um só verso – 'la luz, toda la luz no alcanza para ver en el fondo la imagen que aparece cuando nadie mira...'. É preciso mais, mais do que fotografia, mais do que literatura, que nada disso vale se não há alguém que olhe, alguém que leia.”

quinta-feira, 22 de junho de 2017

José Eduardo Agualusa vence prémio literário de Dublin

O escritor angolano José Eduardo Agualusa foi distinguido hoje com o prémio literário internacional de Dublin, pela tradução inglesa do romance "Teoria Geral do Esquecimento", foi ontem anunciado (21 de Junho de 2017).
 
 
José Eduardo Agualusa era finalista do prémio literário internacional de Dublin deste ano, numa edição em que o escritor moçambicano Mia Couto estava também entre os finalistas, com a tradução de "A Confissão da Leoa".
 
O prémio literário de Dublin, de 100 mil euros, é gerido pelas Bibliotecas Públicas de Dublin, com o apoio da autarquia da capital irlandesa e é atribuído todos os anos a um livro escrito ou traduzido para inglês.
 
Os 100 mil euros do prémio são entregues na totalidade ao autor se o livro tiver sido escrito em inglês ou, caso se trate de uma tradução, repartidos em 75 mil euros para o escritor e 25 mil para o tradutor.
O processo de nomeações para o prémio é feito por mais de 400 bibliotecas a nível mundial, sendo o júri da edição deste ano composto pela editora e professora universitária Ellah Wakatama Allfrey, pela tradutora e crítica Katy Derbyshire, pela escritora Kapka Kassabova, pelo professor universitário Chris Morash, pelo também escritor Jaume Subirana e por um elemento sem poder de voto, que preside ao painel, desempenhado pelo antigo juiz e atual parceiro de uma sociedade de advogados em Washington, Eugene R. Sullivan.
 
"Teoria Geral do Esquecimento", de José Eduardo Agualusa, que já havia sido finalista do Man Booker International em 2016, recebeu nomeações de quatro bibliotecas: Biblioteca Demonstrativa Maria da Conceição Moreira Salles, em Brasília, no Brasil, a croata Gradska Knjiznica Rijeka, a Biblioteca Municipal de Oeiras e a Biblioteca Pública Municipal do Porto, em Portugal.

terça-feira, 20 de junho de 2017

Há três palavras portuguesas que não se conseguem traduzir

Um novo estudo decidiu tentar traduzir as palavras sem tradução e expõe as palavras que, em todo o mundo, não têm interpretação literal. Três dessas palavras são portuguesas - saiba quais são.

Um novo estudo decidiu tentar traduzir as palavras sem tradução – as palavras que, em todo o mundo, não têm tradução literal em mais nenhuma língua. Três são portuguesas e constam na lista. A mais óbvia é saudade, mas existem mais duas.
O estudo foi elaborado por Tim Lomas, da Universidade de Londres, e conta já com um projeto pessoal, o Positive Lexicography Project. O objetivo é tornar familiar aquelas palavras que só são entendidas num certo país e que não têm tradução literal em nenhuma outra língua, mas que transmitem um sentimento específico que, segundo conta a BBC, é negligenciado pelas outras línguas.

Saudade
Esta palavra é, há muito, catalogada como sendo ‘só portuguesa’. Segundo a tradução feita, esta palavra significa um desejo melancólico ou nostálgico por uma pessoa, lugar ou coisas, que estão longe, quer no espaço, quer no tempo. Uma vaga de nostalgia que sonha, por vezes, com fenómenos que podem mesmo nem existir. Assim é a explicação da saudade, para Lomas. Para ilustrar a palavra ‘saudade’, o artigo da BBC fala da fadista Cristina Branco e das suas músicas com o tema do que é sentir-se saudoso a ponto de se morrer de saudade. Tal como tantos outros artistas o fazem.


Desbundar

A expressão é explicada, segundo a BBC, como sendo a forma de perder as inibições e, simplesmente, entrar em modo de diversão.

Desenrascanço
Toda a gente sabe o que é ‘desenrascar-se’ de algo. Pois bem, segundo conta a BBC, é o ato de se desembaraçar engenhosamente de uma situação problemática. Falta é a expressão exata para traduzir.

Além das palavras portuguesas, existem várias outras. Por acaso já se sentiu um pouco mbuki-mvuki? Ou talvez já tenha sentido um pouco kilig, ou até mesmo uitwaaien. O que lhe parece? Confuso? Pois bem, veja alguns exemplos de palavras (e sentimentos) que provavelmente nem sabia que existiam:

Mbuki-mvuki – Esta palavra é do dialeto africano Bantu e significa algo como ter uma vontade irresistível de tirar a roupa enquanto se dança.

Kilig – Termo filipino e tem um significado bastante específico: a sensação nervosa e vibrante que sentimos quando vamos conversar com alguém que gostamos.

Uitwaaien – Esta palavra faz juz ao efeito revitalizante de fazer uma caminhada ao vento e é holandesa.

Shinrin-yoku – Esta palavra é japonesa e significa algo como a sensação relaxante que se tem através de um banho na floresta (literalmente ou de forma figurativa).

Yuan bei – Palavra chinesa que simboliza um sentido de realização completa e perfeita.

Sehnsucht – Palavra alemã que, se traduzirmos de forma literal, fica algo como “desejos de vida”, ou seja, é uma espécie de desejo intenso por estados de espírito alternativos e de realizações pessoais, mesmo que sejam inalcançáveis.

Para descobrir mais exemplos de palavras cheias de significado em mais línguas, mas quase impossíveis de traduzir, visite o estudo aqui.

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Como fazer um bom exame de português? As dicas de três professoras, uma psicóloga e um aluno de 18,8

Vais fazer exame nacional de português e estás nervoso ou nervosa? Então respira fundo e tenta acalmar-te. O Observador falou com três professoras, uma psicóloga e um aluno de 18,8 que te dão dicas.

Se, quando estiveres a ler este artigo, ainda não tiveres ido dormir fica, desde já, a saber que uma boa noite de sono é fundamental para que a prova te corra melhor e que já começam a ser horas de ires para a cama descansar. Se já acordaste e só agora estás a lê-lo, retém algumas dicas que ainda te podem ser úteis para o exame: toma um bom pequeno-almoço, tenta ir calmo para a prova, pensa positivo e sê eficaz na realização do teste, com a ajuda de alguns conselhos que reunimos neste artigo. Senão, ficam já para o próximo, ok?

“Os alunos, que trabalham, claro que estão ansiosos. Mas agora parou. Uma boa noite de sono é essencial. Devem relaxar, tomar um bom pequeno-almoço e ir para a escola tranquilos. E devem pensar que se estão a fazer o exame é porque tiveram notas para estar a fazê-lo. Além do mais o exame está em português e eles falam português e têm capacidades cognitivas para interpretar os textos e as questões”. A mensagem é da professora de português Alice Ribeiro, da Escola Secundária Dr. Joaquim Gomes Ferreira Alves, em Valadares, Vila Nova de Gaia.


“Respirar fundo”. É que o deves fazer mal entres na sala de aula, aconselha a psicóloga Mónica Bento. Além disso, “devem pensar que é só mais uma prova que vai aferir os conhecimentos, e devem ficar tranquilos porque estudaram. E se não correr bem há sempre uma segunda fase. A postura deve ser de serenidade”. E neste processo, os pais têm um papel importante: “Devem ter uma postura de tranquilidade também.”

E se és daqueles alunos inseguros e achas que estudar até à última, ou acordar de manhã mais cedo para rever a matéria, vai ajudar, fica a saber que de pouco ou nada adiantam essas horas de estudo e que podem até ser contraproducentes, avisam as professoras e a psicóloga ouvidas pelo Observador.
Na véspera do exame os alunos devem descansar porque aquilo que deveriam ter feito e estudado já devia ter acontecido antes”, frisa a psicóloga Mónica Bento.
Pedro Miguel Coelho teve a melhor nota, no exame nacional de português, da Escola Secundária Eça de Queirós, na Póvoa de Varzim, em 2015, e só estudou até à hora de almoço do dia antes da prova. “Depende muito de cada um, mas eu acho que o ideal é nem se estudar no dia anterior. Não é por mais três ou menos três horas que vamos saber Os Maias todos”, graceja o aluno, que está a chegar ao fim do 1.º ano do curso de Medicina na Universidade de Coimbra. Conselho?
Não vale a pena estar stressado, o que é preciso é estar concentrado”, garante Pedro M, Coelho
Nervos postos de parte, o que é preciso é teres muita atenção durante a prova e aplicares os conhecimentos adquiridos ao longo dos anos.


Lê com atenção, aposta naquilo que dominas e revê a prova


Um passo de gigante para que a prova te corra bem passa por leres com muita atenção os textos e as perguntas que constam do enunciado,”primeiro uma leitura global e depois uma leitura dirigida”, avisa Maria Júlia Freire, professora de português na Escola Secundária Manuel Cargaleiro, no Fogueteiro, Seixal, que aconselha os alunos a “começarem pelo grupo onde se sintam mais à vontade”, até porque isso lhes dará confiança para completarem o exame.
Aconselho os alunos a começarem pelo grupo onde se sintam mais à vontade”, destaca Maria Júlia Freire, professora de português na Escola Secundária Manuel Cargaleiro, no Seixal.
E se por acaso não estiveres a conseguir responder a uma questão não percas muito tempo. Passa à frente e voltas lá no final, sugere a mesma professora. E é também esse o conselho de Pedro Miguel Coelho: “Se o aluno não estiver a perceber a pergunta deve reler o máximo de vezes possível, sem gastar demasiado tempo. Se vir que já passaram dois minutos e meio ou três devem passar para a pergunta seguinte até porque pode encontrar alguma dica para a resposta anterior. Caso contrário, na revisão, se sobrar tempo, volta lá.”

Controlar o tempo da prova é, aliás, essencial “ainda que o tempo nunca tenha sido, até hoje, um problema no exame de português”, alerta Alice Ribeiro, professora de português na Escola Secundária Dr. Joaquim Gomes Ferreira Alves, em Valadares, Vila Nova de Gaia. E como é que isso se faz? “Olhando para a prova, vendo quantas perguntas tem, que tipo de matéria traz e calculando quanto tempo precisam para responder a cada um dos três grupos.”

É também importante, sublinham ambas as professoras, que sobre tempo no final para reveres a prova. Desta forma poderás verificar se te escapou alguma questão, se está tudo devidamente assinalado ou se cometeste algum erro. Na opinião de Alice Ribeiro só há uma parte da prova em que não se deve mexer.
Eu costumo dizer aos meus alunos que está proibida a revisão da escolha múltipla. Nestas, normalmente, o bom aluno vai fazer asneira. E se não souberem mesmo a resposta, tentem a sorte. Deixar em branco é zero garantido, assim pode ser que tenham sorte”, aconselha a professora Alice Ribeiro.
De resto é “fundamental a estruturação do discurso“, alerta Maria Edviges Ferreira, presidente da Associação de Professores de Português. “Devem ter muita atenção à correção linguística como a acentuação, a pontuação, a ortografia (atenção ao acordo ortográfico) e a sintaxe”, completa Maria Júlia Freire.

E para ajudar às respostas, é importante ires fazendo sublinhados no texto, ou tomares notas, em forma de tópicos, na folha de rascunho.

Alice Ribeiro, que é também corretora de provas, sublinha que “um grande testamento normalmente é um texto caótico em termos de organização. Não é bom”. “Quando olho para o texto do último grupo do exame e vejo um parágrafo único ou dois parágrafos, em termos de estruturação, é logo zero”, garante. Por isso, já sabes: estrutura bem as ideias e usa conectores que permitam criar uma progressão na tua argumentação.

É preciso frisar, avisam os professores com quem o Observador falou, que português é a prova que mais alunos leva a exame. Em 2016 estavam inscritos quase 55 mil alunos internos nesta prova e mais de 75 mil no total (incluindo externos, para melhoria de nota).

E muitos desses alunos são de ciências “e estão frisados em matemática e física e não se esforçam a português. A grande preocupação deles é com a matemática que é a prova específica na maioria dos cursos que pretendem”, justificou Maria Edviges Ferreira, presidente da Associação de Professores de Português.

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Cabo Verde- Kola San Jon e o livro "Cultura Proibida, Património Estimado"

O lançamento do livro “ Cultura Proibida, Património Estimado “, versando a riqueza do Kola San Jon, expressão cultural nas ilhas de São Vicente, Santo Antão e São Nicolau (Cabo Verde), decorreu no dia 12 de junho, no auditório da sede da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).
 
Depois do lançamento do livro, o “grupo do Kola San Jon invadiu com o barco, incentivado pelo rufar dos tambores, a Baixa lisboeta, Alfama e Mouraria, inserido nas Festas de Lisboa.

O grupo do Kola San Jon da Associação Cultural Moinho da Juventude festeja, desde 1991, os Santos Populares no Bairro do Alto da Cova da Moura. Em 2013, a festa do Kola San Jon foi reconhecido como Património Cultural Imaterial de Portugal.

Aqui o filme que foi criado no âmbito da candidatura da Festa de Kola San Jon ao Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial .

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Sebastião da Gama- "Pelo que sonho é que vamos"



Pelo sonho é que vamos,
comovidos e mudos.

Chegamos? Não chegamos?

Haja ou não haja frutos,
pelo sonho é que vamos.

Basta a fé no que temos.
Basta a esperança naquilo
que talvez não teremos.


Basta que a alma demos,
com a mesma alegria,
ao que desconhecemos
e ao que é do dia a dia.


Chegamos? Não chegamos?
– Partimos. Vamos. Somos.

terça-feira, 6 de junho de 2017

José Saramago- "Quero é recuperar, saber, reinventar a criança que eu fui"



"Quero é recuperar, saber, reinventar a criança que eu fui. Pode parecer uma coisa um pouco tonta: um senhor nesta idade estar a pensar na criança que foi. Mas eu acho que o pai da pessoa que eu sou é essa criança que eu fui. Há o pai biológico, e a mãe biológica, mas eu diria que o pai espiritual do homem que sou é a criança que fui."

(Público, Lisboa, 14 de Outubro de 1998, José Saramago nas Suas Palavras)

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Luís Vaz de Camões- "Vi já das altas aves a harmonia"

Fonte: National Geographic

"Vi já das altas aves a harmonia,
Que até aos montes duros convidava
A um modo suave de alegria."
~ Luís Vaz de Camões

segunda-feira, 6 de março de 2017

A maior base de dados de Bibliotecas de Todo o Mundo


Biblioteca Digital Paulo Freire - Com dezenas de vídeos de palestras do excelente pedagogo Paulo Freire, além de que pode conhecer e visitar a sua Fundação on-line.
Biblioteca Nacional Portuguesa
Museu da Língua Portuguesa-o único Museu no Mundo sobre a história de um Idioma
Biblioteca Nacional Argentina-biblioteca,fototeca e mapoteca
Gallica - Bibliothèque Numérique - volumes da Biblioteca Nacional da França digitalizados
Human Rigghts Library - mais de 14 mil documentos relacionados com os direitos humanos
IDRC Library - textos e imagens desse centro de estudos do desenvolvimento internacional
Internet Ancient History Sourcebook - página dedicada à difusão de documentos da Antiguidade
Internet Archive - guarda páginas da internet em seus diversos estágios de evolução
Internet Public Library- indica páginas em que se podem ler documentos sobre áreas específicas do conhecimento
John F. Kennedy Library- sobre o presidente americano John F. Kennedy,morto em 1963
LibDex-índice para localizar mais de 18 mil bibliotecas do mundo todo e seus sites
Lib-web-cats - enumera bibliotecas de mais de 130 países, mas o foco são os EUA e o Canadá
Libweb-outro site de busca de instituições, com 6.600 links de 115 países
Mosteiro São Geraldo-livros e periódicos sobre história e literatura húngara, filosofia, teologia e religião
National Library of Australia -divulga periódicos australianos desde a década de 1840
 Oxford Digital Library - centraliza acesso a projetos digitais das bibliotecas da Universidade de Oxford Perseus Digital Library - dedicado a estudos sobre os gregos e romanos antigos
Servei de Biblioteques - bibliotecas da Universidade Autónoma de Barcelona
The Aerial Reconnaissance Archives - recém-lançado, site promete divulgar 5 milhões de fotos aéreas da Segunda Guerra Mundial
The British Library - além de busca no catálogo, tem colecções virtuais separadas por região geográfica
The Digital Library- diversas colecções temáticas, como a de escritoras negras americanas do século XIX
The Digital South Asia Library - periódicos, fotos e estatísticas que contam a história do Sul da Ásia
The Huntington - grande quantidade de obras raras em arte e botânica
The Math Forum- textos que se propõem a auxiliar no ensino da matemática
New Zealand Digital Library- destaque para os arquivos sobre questões humanitárias
Treasures of Keyo University - um dos destaques é a reprodução da Bíblia de Gutenberg
UK Higher Education and Research Libraries
Unesco Libraries Portal- informações sobre bibliotecas e projectos voltados para a preservação da memória
UOL Biblioteca - dicionários, guias de turismo e especiais noticiosos
UT Library Online - possui uma ampla colecção de mapas
Alexandria Virtual - acervo variado, de literatura a humor
Bartleby- importantes textos, como os 70 volumes da Harvard Classics e a obra completa de Shakespeare Bibliomania- 2.000 textos clássicos e guias de estudo em inglês
Biblioteca dei Classici Italiani- literatura italiana, dos duecento aos novecento
Biblioteca Electrónica Cristiana - teologia e humanidades vistas por religiosos
Biblioteca Virtual do Estudante Brasileiro- especializada em literatura em língua portuguesa
Biblioteca Virtual - Literatura - pretende reunir grandes obras literárias
Biblioteca Virtual Miguel de Cervantes - cultura hispano-americana
Biblioteca Virtual Universal - textos infanto-juvenis, literários e técnicos
Biblioteca Apostólica Vaticana - biblioteca que possui um arquivo secreto
Biblioteca Central - localize os livros das bibliotecas da UFRGS
Biblioteca del Congreso - item Expo Virtual mostra alguns tesouros dessa biblioteca argentina
Biblioteca Digital Andina - Bolívia, Colômbia, Equador e Peru estão representados
Biblioteca Digital de Obras Raras- livros completos digitalizados, como um de Lavoisier editado no século XIX
Biblioteca do Hospital do Câncer- índice desse acervo especializado em oncologia
Biblioteca do Senado Federal -sistema de busca nos 150 mil títulos da biblioteca
Biblioteca de Espanha- entre as exposições virtuais, uma interessante colecção cartográfica do século XVI ao XIX
Biblioteca Nacional de Maestros - biblioteca argentina voltada para a comunidade educativa
Biblioteca Nacional del Perú - alguns livros electrónicos, mapas e imagens
Biblioteca Nazionale Centrale di Roma- expõe detalhes de obras antigas de seu catálogo
Biblioteca Romena- textos em romeno e dados sobre autores do país
Biblioteca Virtual Galega - textos em língua galega
Bibliotheca Alexandrina - conheça a instituição criada à sombra da famosa biblioteca, que desapareceu há mais de 1.600 anos
California Digital Library - imagens e e-livros oferecidos pela Universidade da Califórnia
Celtic Digital Library - história e literatura celtas
Círculo Psicanalítico de Minas Gerais- acervo especializado em psicanálise
Cornell Library Digital Collections- compilações variadas, sobre agricultura e matemática, por exemplo
Corpus of Electronic Texts - história, literatura e política irlandesas
Contos Completos de Machado de Assis - mais de 200 contos de Machado de Assis
Crime Library -histórias reais de criminosos, espiões e terroristas
Cultvox- serviço que oferece alguns e-livros gratuitamente e vende outros
Dear Reader- clube virtual que envia por e-mail trechos de livros
Ebook Brasil -livros eletrónicos gratuitos em diversos formatos
Novo Igler- acesso rápido a duas centenas de obras literárias em português
International Children's Digital Library- pretende oferecer e-livros infantis em cem línguas
IntraText -textos completos em diversas línguas, entre elas o latim
Jornal da Poesia - importante acervo de poesia em língua portuguesa, com textos de mais de 3.000 autores
Europeana
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