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segunda-feira, 19 de junho de 2017

As férias chegaram. O que fazer com as crianças ?

 
As férias iniciaram e logo vem a preocupação dos pais: O que fazer com as crianças?

Para quem não vai viajar, para os pais que estarão trabalhando normalmente, existem as colónia de férias. Alertamos apenas, para o fato de que o mais importante para este período é fugir da rotina escolar, brincar livremente e descansar. Sugerimos então, que não coloquem as crianças em colónias cujo objetivo seja “reforço”. Os pequenos precisam brincar e fantasiar, e para estes meses de descanso, o ato de brincar irá favorecer o processo de aprendizagem quando regressar à escola.

A brincadeira ajuda a desenvolver a noção espacial e corporal, a capacidade de solucionar problemas, a criatividade, a imaginação, a autonomia, entre tantas outras habilidades essenciais para o desenvolvimento cognitivo, e o consequente processo de aprendizagem.

O período de férias serve como uma “digestão cerebral”. Assim como os adultos, as crianças também precisam de um tempo para relaxar e processar as informações novas, para elas muitas vezes difíceis. O cérebro da criança vai consolidando todo o conhecimento adquirido durante os seis primeiros meses de aula, além de receber o merecido descanso. Elas precisam disso!

Os jogos eletrónicos e a TV podem entrar no “calendário de férias” como parte da programação, mas sugerimos que tenham um tempo limitado (o ideal, segundo a OMS, são duas horas por dia).

Além das programações como colônias de férias, cinema, praia, teatro e exposições, os pais podem criar junto com seus filhos um calendário com algumas atividades simples e divertidas para fazerem em casa. Atividades que não fazem parte da rotina da casa e das crianças, por mais simples que pareçam, se tornam inesquecíveis para elas. Seguem algumas sugestões, que podem ser adaptadas de acordo com a idade:

• Fazer arte com comidas cruas: criar um cartaz ou um quadro com grãos, diferentes tipos de macarrão, tinta, etc…
• Chamar um amigo para uma sessão de cinema em casa, com direito a quarto escuro, e pipoca.
• Construir um castelo, monstros ou carros com sucatas (potes de iogurte, rolo de papel higiénico, tinta, cola, palito de gelado, etc.) para brincarem junto com os pais à noite ou quando chegarem do trabalho.
• Iniciar uma guerra de travesseiros com seus filhos, ou outra coisa que bagunce a casa e que vocês não fazem normalmente.
• Dormir um dia na sala, numa cabana montada por vocês.
• Pedir que durante o dia criem uma revista ou história em quadradrinhos para lerem juntos à noite. Não determinem o tema, deixem que façam o que quiserem.
• Dia de Chef de cozinha: peça para que faça com cartolina um chapéu de cozinheiro (ou façam juntos) para que naquele dia ele cozinhe biscoitos 1, 2, 3 para comerem juntos, na sobremesa do almoço ou do jantar.
• Fazer fantoches com meias, e criar uma história para contar à mãe e ao pai.
• Criar um jogo de memória com papelão, caixa de sapatos… para jogarem juntos depois.
• Desmanche um velho equipamento eletrónico
• Sabe aquele computador velho que tem mais uso? Ou aquela máquina fotográfica? Ou uma fita cassete que você ainda tem? Que tal deixar a curiosidade dos mais velhos correr solta e oferecer para que as crianças desmanchem e vejam como eles funcionavam e como são seus componentes?
• Transforme sua casa em um GP! Com papéis ou caixas de papelão monte uma pista de corrida para os carrinhos das crianças. Vale pensar e estruturar curvas, despenhadeiros e até loopings.
• Que tal o dia de cuidar dos brinquedos? Além de deixa-los mais limpos, a brincadeira ajuda a criar um senso de responsabilidade pelos objetos.
• No momento de escolha dos brinquedos que “tomarão banho” poderão, juntos, separar os “excessos”, ou brinquedos que não usam mais para uma doação. Juntos, vocês podem ir à uma igreja, um orfanato ou creche para deixarem os brinquedos.
• Faça uma árvore genealógica: Rever as origens é ótimo para reviver sua história. Faça uma árvore genealógica com nomes, fotos, figuras, desenhos.
• Transformar a casa em uma grande gincana, que pode começar com uma teia de aranha gigante no corredor, feita com fita crepe colada de um lado a outro da parede. A brincadeira pode continuar com obstáculos de almofada, ponte onde eles só podem pisar numa linha reta, etc.

Desejamos ótimas férias e muita diversão para os nossos pequenos!
Fonte: Escola Vila Aprendiz (adaptado)

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Ensine o seu filho a gostar de ler. É tão bom

Sabia que a leitura começa muito antes de se aprender a ler na escola? A literacia, como capacidade para descodificar e compreender informação escrita, pode ser promovida lendo, mas também escutando a leitura do outro e conversando sobre os livros. E quanto mais cedo, melhor. 
 Percorra a galeria de imagens acima clicando sobre as setas.
Está provado que «ler com» e «ler para» os filhos é a atividade por si só com maior impacto para o desenvolvimento das funções da linguagem e para a construção de alicerces sólidos para as aprendizagens escolares. Na verdade, mais de 90% da maturação do cérebro ocorre nos primeiros seis anos de vida, razão pela qual não será de estranhar que este seja um período-chave para introduzir hábitos de leitura com todos os benefícios ao nível da linguagem, da criatividade e do pensamento lógico que dela advêm.

A linguagem dos livros é geralmente mais elaborada e rigorosa do que a falada. Ter contacto desde cedo com este cuidado e sofisticação tem invariavelmente impacto no desenvolvimento. Desta forma, pais que leem para os filhos dão-lhes a oportunidade de descobrir novas palavras e de aprender mais sobre a linguagem escrita e a sua função. Provavelmente já todos os pais sabem que ler para os filhos é importante mas não será assim tão intuitivo saber como ler em conjunto.

A leitura em conjunto deve ser uma experiência de partilha e afeto para a qual deve haver total disponibilidade. Por isso, desligue a televisão, afaste o telemóvel e envolva-se. Durante dez ou vinte minutos esteja presente e envolvido. Pretende-se em primeiro lugar que o seu filho, que ainda não sabe ler, possa ter uma participação o mais ativa possível. Leia com expressividade, aponte, comente e peça a opinião da criança.

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Afonso Cruz, Mar



“Levei o homem, apesar da sua resistência, a ver o mar. Jamais esquecerei a cara dele, os olhos, a boca, as mãos, quando a paisagem marítima lhe bateu no rosto. Amparei-o nos meus braços enquanto ele tentava dizer alguma coisa, enquanto a sua boca abria e fechava com a língua emaranhada, os olhos encardidos de horizonte. É, na nossa vida, completamente desnecessário ter qualquer proximidade com o ...mar, mas a sua simples visão provoca alterações profundas na alma. Creio que, tal como o resultado de uma soma é uma evidência para a razão, a presença do mar é uma evidência para os sentimentos. Nada é estanque na natureza, por isso não é só o delicado equilíbrio entre os sais de sódio e de potássio que se altera radicalmente, modificando a composição do corpo, dos ossos, do sangue, é também a alma que fica salgada, ondulada, habitada por tubarões, algas, sargos, polvos, ostras e cachalotes. Julgo que aquele homem saiu dali com a certeza de que era, tal como todos os homens o são, um náufrago.” 
― Afonso Cruz, Mar 

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Um livro com sementes que depois de lido planta-se (ver vídeo)

A incorporação de sementes em objetos do dia-a-dia é cada vez mais comum, com o objetivo de aumentar o seu valor e chamar a atenção para a conservação da natureza e da floresta. Com estes conceitos em mente, a editora de livros infantis Pequeño Editor criou o primeiro livro com sementes que pode ser plantado depois de lido.
 Fonte: Noctula, 2015
Na produção de papel e livros são precisas muitas árvores e muitos litros de água são gastos. Com o objetivo de incentivar a sustentabilidade e desenvolver a consciência ambiental, a editora argentina de livros infantis Pequeño Editor publicou um “livro árvore”, em parceira com a agência de publicidade FCB Buenos Aires.

Os exemplares do livro “Mi papá estuvo en la selva“, ou seja, “O meu papá estava na selva” foram feitos a partir de tintas ecológicas e papel reciclado. Os livros possuem sementes de jacarandá, uma árvore em vias extinção, principalmente na Argentina, incorporadas no papel.